Um milhão de empregos verdes até 2030

2019-01-28

A Comissão Europeia quer lançar uma nova estratégia para a bioeconomia com vista a melhorar e reforçar a utilização sustentável de recursos renováveis afim de mitigar os efeitos das alterações climáticas e contribuir para o desenvolvimento sustentável. Numa primeira abordagem foram definidos três objetivos essenciais – expandir e reforçar os setores dos produtos biológicos; criar rapidamente bioeconomias em toda a Europa; proteger o ecossistema e compreender as limitações ecológicas da bioeconomia –, para os quais deverão concorrer 14 medidas concretas que serão tomadas este ano.

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Entretanto, sabe-se que a bioeconomia permite transformar algas em combustível, reciclar plástico, fabricar mobília ou vestuário a partir de resíduos e também converter subprodutos industriais em adubos biológicos. Com isto tudo e muito mais, calcula-se que a bioeconomia tenha potencial para criar um milhão de empregos verdes até 2030.

Para garantir uma concertação de esforços por parte das autoridades públicas e da indústria e pôr, assim, em campo uma bioeconomia sustentável e circular, a Comissão proporá este ano 14 medidas concretas de incentivo.

Algumas delas já são conhecidas, tais como:

  • a Plataforma Temática de Investimento em Bioeconomia Circular com uma dotação de 100 milhões de euros, a fim de integrar as inovações a nível biológico no funcionamento do mercado e eliminar os riscos associados aos investimentos privados em soluções sustentáveis;
  • o desenvolvimento de novas biorefinarias sustentáveis em toda a Europa;
  • uma agenda estratégica para a implantação de sistemas agrícolas e alimentares, silvicultura e produtos biológicos sustentáveis;
  • um Mecanismo de Apoio a Políticas Bioeconómicas para países da UE ao abrigo do Programa-Quadro Horizonte 2020, a fim de promover agendas nacionais e regionais nesta matéria;
  • ações-piloto para o desenvolvimento de bioeconomias em zonas rurais, costeiras e urbanas, por exemplo em matéria de gestão de resíduos ou de sequestro de carbono;
  • um sistema de monitorização à escala europeia para acompanhar os avanços na realização de uma bioeconomia sustentável e circular;
  • melhoria dos nossos conhecimentos em domínios específicos da bioeconomia e garantia de uma melhor acessibilidade através do Centro de Conhecimento para a Bioeconomia;
  • orientações e promover boas práticas quanto à aplicação da bioeconomia dentro de limites ecológicos seguros.

Inquérito da Rede Europeia de Desenvolvimento Rural em curso 

A Rede Europeia de Desenvolvimento Rural tem atualmente em curso um inquérito, que termina a 31 de janeiro, para recolher informação sobre iniciativas públicas ou privadas – PMEs, empresas de cariz social ou projetos territoriais promotoras de desenvolvimento de cadeias de valor e clusters de produtos, completa ou parcialmente, derivados de materiais de origem biológica –, que contribuam para o desenvolvimento da bioeconomia rural e que (são supostas) gerar rendimento, emprego e sustentabilidade ambiental nas zonas rurais.

Participe no inquérito (em língua inglesa) AQUI e saiba mais no Portal 'Bioeconomia Rural' da REDR 

 

 





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